terça-feira, 10 de março de 2009

O VERBO "AMAR"


por Cako Luiz

Nas linhas turvas
Eu teimo a riscar
Palavras,
Versos,
Um reverso


O verbo "amar".

Eu traço,
Transcrevo
Suspiros no ar,
Palavras flutuam
Viajam, figuram
Aqui e acolá!

Palavras tão lindas,
O verbo "amar"

O verde do mundo,
O azul do mar,
O colo da mãe,
O cheiro do ar
E a brisa suave,
Que vem acalmar!

Renova a rima
O verbo "amar"!

O sorriso do pai,
Alegria no lar.
A semente germina,
Esperança ensina
A vida não termina,
Em um último...
respirar!

Porque a vida é eterna
No verbo "amar"!

Um alguém que se foi,
Paixão não vivida.
(Vida dividida)
Na estrada da vida
Alma perdida,
Mas nunca vencida!

Renasce das cinzas
O verbo "amar"!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Inquietações de Sofia




Os instantes aterrorizadores, quando sucedem, transparecem caráter de eternidade.Impressionante como não me acostumara, a sensação é sempre um simulacro da insegurança, a impossibilidade do novo.



Intempestivamente, deparo-me com algo grandiosamente dotado de essência desafiadora, temo-o, anseio-o, todavia sou tomada por devaneios.Como se o cosmo enviasse uma mensagem subliminar, na qual conteria analogias à mágica que é a vida, pura e simplesmente desafiante.



Se recorro ao saudosismo, talvez seja uma espécie fulminante de terapia. Um artifício a fim de driblar o contexto insatisfatório.

Medito instantes mágicos, reflito situações corriqueiras e simultaneamente é possível estabelecer uma conexão com a mente e espírito.
Mentalizo palavras de força, elementos linguísticos que podem trazer paz a minha inquieta alma.



Algumas vezes, foi possível ter a sensação mínima de transformação espiritual, outras, mal conseguia concentrar-me, a todo instante os dilemas do cotidiano invadiam os pensamentos.



Nem por isso, pretendo abdicar-me de tão belíssimas entonações, palavras de luz, elementos primorosos.
Eis a senha:
Paz, amor, felicidade, equilíbrio,pureza, respeito e poder!

domingo, 8 de março de 2009

Música - 001

Mulheres.
Dia internacional das.

Tá... poderia falar aqui da história do dia. Poderia falar como isso começou... Exaltar a feminilidade... enfim... Poderia entrar de cabeça no tema de uma forma comum, afinal coube a mim escrever nesse dia “tão interessante”.

Não obrigado.

Prefiro analisar função/finalidade/sentido da data em si e falar um pouco da relação que tenho com o feminino, desse jeito, quem sabe consigo fugir um pouco do sentido capitalista da coisa.
Adoro a idéia de termos um dia para refletir sobre a questão. Um dia para TODOS juntarem energia em volta do tema e discutir as mudanças de paradigmas, para poder vislumbrar um novo momento. A pena é que datas assim sempre acabam virando produto e só. Até a idéia de homenagem vira um pouco obrigação. O sentido útil dessa data, num âmbito realmente internacional/mundial, só existirá quando for um dia de homenagem e reflexão. Muita reflexão.
Minha relação com o feminino?! Vejo-o em tudo. Somos filhos das mães, hoje em dia, muito mais do que dos pais. Acredito na “feminilização” da arte e dos costumes em geral. Acredito na evolução da espécie passando por esse estágio. Só assim talvez teremos um certo equilíbrio depois de tantos anos de predomínio masculino. Problemas?! Muitos. Distantes do equilíbrio?! Hehehehe... bastante! Acredito que precisamos aprender a TEMPERAR essa mistura de porções. A balança ainda pende hora muito para um lado, hora muito para outro.
Falar de homenagem é até sacanagem... e chover no molhado. De qualquer forma acho totalmente justa e necessária. Isso aprendemos bem a fazer. Precisamos agora, nem que durante apenas 5 minutos, inicialmente, a refletir sobre o quanto já conquistamos e o quanto/como conquistar mais.

Parabéns a todas.

(...)

Ok. Registro feito. Agora, música.

Vamos abrir falando dos Paralamas, eles que lançaram, neste último mês, um novo álbum: “Brasil Afora”. Após 4 anos desde o último de inéditas, “Hoje”, o trio carioca traz uma versão mais aberta e alegre de sua música.
Li várias críticas a respeito desse álbum insistindo nos termos “descompromissado”, ”solto” e outros nessa linha. A impressão que tive foi um pouco diferente. Há algum tempo vínhamos observando a banda um pouco sisuda, mesmo antes do acidente do Herbert. Vejo nesse álbum uma tentativa de retomar a linha e o espaço que eles conquistaram na década de 90 com um visual pra cima, um som cheio costurado por melodias de fácil digestão e letras nem tanto. Som cheio? Confere. Melodias fáceis, letras simples mas com um fundinho de engajamento? Confere. Energia? Não muita.
Grande parte da produção do disco passou pelas mãos de Carlinhos Brown que fez um trabalho muito bom. Em vários momentos tive a impressão de ouvir arranjos e até timbres do CD “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor” da Marisa Monte. Coincidência? Hehehehe... Sei lá...


Para escutar, segue o link abaixo (só consegui ouvir usando o IE):
http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Paralamas-do-Sucesso&album=Brasil-Afora&codcd=010765-7

Quem também lança álbum de inéditas são os senhores do U2: No Line on the Horizon. Senhores sim, ultrapassados não. Com todos integrantes adentrando a casa dos 50, o U2 mostra que ainda sabe soar atual e que está de olho no que acontece no mundo da música.
Menos rock que “Vertigo” e com um som inchado com sintetizadores e reverbs, “No Line” traz uma tendência oitentista que não é mais novidade para ninguém e de algum modo estamos até já estamos nos acostumando a ver por ai. Cabe dizer que se trata de um estilo muito técnico e poucos conseguem se aventurar por esse caminho com competência suficiente para não parecer piegas. De qualquer modo, toda essa influência não tem nada a ver com saudosismo particular dos “senhores - rapazes” do U2 e sim com uma tendência geral. Ponto pra eles. Acertaram mais uma vez e devem engordar mais ainda os já inchados bolsos.

[Às vezes fico me perguntando se isso é genialidade ou boa assessoria: os caras estão há alguns muitos anos lançando disco atrás de disco e sempre conseguem ser coesos com a atualidade, diferente de alguns outros tiozinhos que vemos por ai. Genialidade e personalidade ou dinheiro e disciplina? Sei lá... o resultado é bom.]

Enfim, o álbum acabou “vazando” na net (redes P2P) e com pouco esforço é possível consegui-lo (uma possível ação de marketing?).


(...)

Ainda em tempo...
Macaco Bong... na próxima trago alguma coisa deles...

Mullinari___________
04 17 18 25 83 99 ??

sábado, 7 de março de 2009

"Entre a parede e a espada, me atiro contra a espada".

...e no nublado dezessete de março do ano de 1945, nasceu a mulher que viria mudar a vida de muitos, seu nome?

- Elis Regina Carvalho Costa -

a pimentinha que conquistou o Brasil com sua voz potente, seu jeitinho tímido e seu sorriso resplandecente.

Elis Regina nasceu na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, onde começou a carreira como cantora aos onze anos de idade em um programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Revelando enorme precocidade, aos 16 anos lançou o primeiro LP da carreira.

Em 1960 foi contratada pela Rádio Gaúcha, e em 1961 viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro disco, Viva a Brotolândia. Lançou ainda mais três discos, enquanto morava em Rio Grande do Sul.

Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um contrato com a TV Rio para participar do programa Noites de Gala; é levada por Dom Um Romão para o Beco das Garrafas sob a direção da dupla Luís Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada agora pelo grupo Copa trio, de Dom Um, canta no Beco das Garrafas, o reduto onde nasceu a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar, tirando aquele nado que ela tinha com os braços.

Participa do espetáculo Fino da Bossa organizado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, que ficou conhecido também como Primeiro Demti-Samba, dirigido por Walter Silva, no Teatro Paramount, atual Teatro Abril (São Paulo). Ao final do mesmo ano (1964) conhece o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir dos espetáculos e dirigido por Walter Silva, ficou no ar até 1967 (TV Record, Canal 7, SP) e originou três discos de grande sucesso: um deles, Dois na Bossa, foi o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias. Seria dela agora o maior cachê do show business

Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos.

Patrocinado pela Philips na mostra Phono 73, com vários outros artistas, deparou-se com uma platéia fria e indiferente, distância quebrada com a calorosa apresentação de Caetano Veloso: Respeitem a maior cantora desta terra. Em julho lançou Elis.

Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atinge enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações. Lendário, tornou-se um dos mais bem sucedidos espetáculos da história da música nacional e um marco definitivo da carreira. Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em 1978, de um clima extremamente político e tenso; o Essa Mulher em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo; o Saudades do Brasil, em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente o último espetáculo, Trem Azul, em 1981, direção de Fernando Faro. Data desta época a frase: Neste país só duas cantam: Gal e eu.

Foi Elis quem também lançou boa parte dos compositores até então desconhecidos, como Milton Nascimento, Renato Teixeira, Tim Maia, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Sueli Costa, entre outros. Um dos grandes admiradores, Milton Nascimento, a elegeu musa inspiradora e a ela dedicou inúmeras composições.



Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos (Por ingenuidade) em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica. Foi sepultada no Cemitério do Morumbi em São Paulo.





Isso é somente uma pequena parte do que foi Elis Regina. Ela vive: na memória, nas rádios e no coração de cada ser que teve a oportunidade de conhecer um pouquinho do que sua grande alma foi capaz de passar a todos através da sua música, sua força e seu espontâneo jeitinho de ser. Só quem conhece sabe, e quem quer conhecer vai entender o que representa essa mãe, artista, mulher....e menina que de tão pimentinha, aguçou o paladar do mundo com sua música.


"...viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa..."

quarta-feira, 4 de março de 2009

Pedras

Depois de todas as pedras!
Depois de todos os passos!
Depois!

Vi a beleza do nosso passado
Do lenço ao vento
Do beijo

Do beijos não beijado
Mas quem pode dizer que não?

Depois de todas as pedras!
Depois de todos os passos!
Depois!

Vi que nos encontramos
Na memória um do outro
No encanto

No encanto dos sentimentos
Que pairam no ar

Depois de todas as pedras!
Depois de todos os passos!
Depois!

Vi que desejavamos
A mesma beleza
O mesmo encantamento
Contido no lenço
No beijo
No sentimentos
Enfim nas pedras!

Depois do Inverno é um conjunto de Poema co-relacionados, escritos em meados de agosto de 2005, em uma viagem feita a Búzios e Cabo Frio - RJ. Na ocasião tive a oportunidade de conhecer melhor a pessoa que me inspirou e motivou a fazer estes escritos. Por tanto ofereço de forma especial a Maria Lilian, a primeira mulher a ter contato com esse pequeno conjunto de poesias. Ofereço também a todas as mulheres afinal esses poemas também só existem por causa delas. (Pedras 04.03.09 Segundos 11.03.09 Vida 18.03.09 Depois do Inverno 25.03.09)

terça-feira, 3 de março de 2009

Ah, Venus!!!


Ah, Venus!!!

por Cako Luiz

Perdido em seus abraços
(Totalmente protegido)
Me sinto de novo criança
Renovo minhas esperanças
Aqui, no seu ventre querido.

Te vejo ao longe
sob a luz do luar
cerro meus olhos....

Para tão belas formas vislumbrar!

És musa, és tentação
Verdade que não se tem!
Te busco todas as noites
(nas costas arde o açoite)
Rasgada nem sei por quem?!

Seu carinho me transforma
Quando a chuva lava o chão.
Disfarçando, tão bela libido.
Abraçados, corrompidos
Hoje, um amor proibido,
Pecado da criação.

Atrelado ao passado
De um amor que não se tem
Em verdade eu vos digo
Como outrora, cálice perdido
o Santo Grall esquecido
Pregado na cruz por alguém!

Seus olhos penetram a noite
Uma esmeralda ao luar
Lapidando vidas perdidas
Tal qual Venus querida
Um sonho a se conquistar!

Cansado...
mas não derrotado
te vejo
tão longe
sob
a luz
do
luar...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Devaneios na alma feminina




As feridas da vida podem destoar manchas que desmontam a essência feminina.

O tempo é o senhor supremo e, com ele, marcas e cicatrizes culminam num anseio de liberdade ou tão somente a busca insana pela paz de espírito.

Como distinguir a plenitude de meras sensações banais que culminam em prazeres superficiais e crenças inconsistentes?

Como diferenciar amor de paixão? Como saber se a ilusão sobrepôs o real?

As respostas são simples, estão nas mentes e corações inquietantes de cada mulher.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Minha Última Fantasia...

QUARTA...QUINTA SEXTA SÁBADO DOMINGO SEGUNDA, TERÇA, QUARTA.....DIA APÓS DIA,VIVO UMA FANTASIA...
NEM SEMPRE É CARNAVAL, NEM SEMPRE É BATUCADA, ALGUMAS É PORRADA MESMO E OUTRAS PARECE MAIS HALLOWEEN, PORÉM, É SEMPRE FANTASIA,
A HORA DA CHEGADA, DA PAZ, DA FELICIDADE, DA VIDA...
NO ENTANTO, EU NÃO ESPERO A VIDA CHEGAR PRA SER FELIZ, NEM ESPERO A TAL DA FELICIDADE, PRA EU ME SENTIR VIVO, EU TENHO ALGO MUITO PRECIOSO,
O SIM QUE O UNIVERSO ME OFEREÇE, EU TENHO O SIM DA MINHA CONCIÊNCIA..
E A IMAGINAÇÃO, PRA VOAR...VOAR, VOAR.....
SE É CARNAVAL OU SE JÁ FOI, O QUE IMPORTA? AS VEZES ME SAIO BEM, NA ENTRADA, OUTRAS ME ENRROSCO NA EVOLUÇÃO, MAS A ALEGORIA, NUNCA FALHA, AS CORES. AS FORMAS, O MOVIMENTO..DO CONJUNTO..AHHH...BELO DESFECHO ..PRO MEU CARNAVAL...MINHA ÚLTIMA FANTASIA... REI DE MIM MESMO....

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Meu Mar

Assim percebo que sou,
não outra coisa
Se não barco ancorado,
no mesmo lugar
No mesmo porto
A espera do que não se sabe
Do que não se tem

Há espera
Mas me vale tudo isso!
E encho-me de uma esperança
E preciso encher-me, de tal forma
De tal jeito, que já não sei

Estendido na imensidão do mar
Esperando cada onda, cada maré
Cada temperatura

Meu mar, meu mar!

Já e teu meu barco
Minhas viagens são para ti
Escorro-me tão somente
Pelas suas veias
E são elas que me conduzem
Por onde me guio
Por onde vou.

Por: Luca Neves escrito em: 29/04/06.
Por todas as coisas que buscamos e desejamos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

"F" de FOLIA?!



"F DE FOLIA?!"
por Cako Luiz
A FOLIA VARA A NOITE!
ENTORPECIDOS PELAS BEBIDAS...
CONFINADOS NA MENTIRA DESLAVADA,
DO NOSSO BIG BROTHER DIÁRIO,
RESVALANDO ENTRE O REAL E SURREAL
NA SARJETA DO ONTEM...
NO BUEIRO DO AMANHÃ!!
DESCAMBA A IRA...
DO TER POR NÃO TER,
DO SER APENAS POR SER
NO DESFILE DAS VAIDADES...
QUAL É A VERDADE?!
SAMBA NO PÉ...
MANGA NO PÉ...
E TOME MAIS RETICÊNCIAS...
SEM COERÊNCIA,
SEM DINHEIRO,
SEM EMPREGO,
E O QUE COMER?!
AQUI NO BRASIL
A CRISE NÃO ENTRA(?)
(DISSE O "MAL" DITO LULA)!!!
PULA...
DEIXA PRA LÁ...
ACABOU O MÊS,
ACABOU O SAMBA,
ACABOU A FOLIA...
....E VIVA A (!AGONIA!)VIDA REAL!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Made in Brazil




Nas históricas ruas de Lençóis (BA), na Chapada Diamantina, nativos e turistas comemoram a maior festa brasileira. Nos bares, pessoas de todos os cantos respiram ares de festejos em meio à essência mística latente da região.

Pelas vielas é possível encontrar várias faces, idiomas, dialetos e culturas diversificadas. Nesta época do ano, aumenta a quantidade de estrangeiros atraídos pela beleza insuperável das trilhas, grutas e cachoeiras da Chapada Diamantina.

Proporcionalmente, cresce o turismo sexual, homens maduros sem constrangimentos acompanhados de moças com menos de 16 anos. Algumas agências de turismo na Europa incluem nos pacotes estadas em lugares rodeados de belas paisagens, com opção de noites animadas regadas à folia, caipirinha e ninfetas à la vontèe.

Embora, seja um tema bastante discutido pela sociedade, pouco se tem feito, em termos de políticas públicas, a fim de amenizar a situação. Resumindo: o carnaval vai, o carnaval vem e a problemática é a mesma.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Retalhos de Cetim


Ensaiei meu samba o ano inteiro,
Comprei surdo e tamborim.
Gastei tudo em fantasia,
Era só o que eu queria.
E ela jurou desfilar pra mim,
Minha escola estava tão bonita.
Era tudo o que eu queria ver,
Em retalhos de cetim.
Eu dormi o ano inteiro,
E ela jurou desfilar pra mim.
Mas chegou o carnaval,
E ela não desfilou,
Eu chorei na avenida, eu chorei.
Não pensei que mentia a cabrocha,que eu tanto amei.


Benito de Paula


A canção nos mostra claramente um exemplo de:

expectativa
s. f.,
esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas; esperança; probabilidade; expectação.


Até que ponto é bom ou não criar "Expectativas" ? Essa questão abrangente demais acaba sendo motivo de reflexão hoje. Se criamos expectativas em algo que não temos, e acabamos por fim não conseguindo conquistar gerando uma frustação, isso poderá ser considerado bom? E por outro lado se não temos expectativas não estamos deixando de sonhar? De voar mais alto com os fatos que podem ser interessantes? Talvez a resposta seja muito complicada, por isso acho melhor encontrar o meio termo, saber dosar as expectativas que o nosso dia-a-dia acaba trazendo...assim não deixando de tirar os pés do chão quando alguma situação ou alguém nos propicia isso, podendo voar...voar...com segurança, sempre.! Bom Carnaval...voe com responsabilidade.


...Bons ventos...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Samba Menino

Samba menino.
Que tua dança tem encantamento de vida
Que o Divino se converte em curva e se faz pequeno.

Dança,
que teu carnaval é longo,
teu chorar é profundo e
tua paz serena.

Samba menino,
que o teu sono já vem
e teus sonhos ninguém pode tocar.

Encoste em algum lugar que seja santo
e com o som de um canto deixe a noite passar

Por: Luciano Carvalho
(25.10.06)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E na apoteose da vida...


E NA APOTEOSE DA VIDA...
por Cako Luiz

Amanhece...
Ouço ao longe!

Um choro...
Tambores...
Anunciação!!

Na aurora se anuncia
Fruto de uma paixão.
Do silêncio nasce um grito
Nova vida, como um mito
Nova vida, salvação!

No ventre se origina
Esperança do amanhã,
Embalada nos abraços
Crescendo de pés descalços
Na terra, pisando o chão!

O tempo passa depressa
Transformando a esperança
Guardando dentro do peito
Assim como um amor perfeito
Tambores como herança!

Na apoteose da vida
Entre vírgulas e reticências,
Criança aflora em música
Fotossíntese da natureza
Eu ouço, como é linda
Sua melodia, ai que beleza!

No fim...
O fim não se acaba
O mundo continua a girar
E ainda resta a certeza
Que mesmo em sua pobreza
Existe grande riqueza
Na arte de propagar!!

Agora,
Mesmo sem rimas
Termino minha indagação,
A folia sempre renasce
Como num toque de mágica
De geração em geração!

Anoitece...
Ainda ouço ao longe

Novo choro...
Tambores...
Renovação!!