sábado, 18 de abril de 2009

...a verdade que é ser Gente Grande

Utilizarei desse espaço para contar em míudos a verdade do que é ser Gente Grande nos dias de hoje, através de um dos Maiores Sábios da História em Todos os Tempos...o Grande, mas Pequeno Príncipe, que uma vez me disse assim:

"As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"


Antoine de Saint-Exupéry


...Bons Ventos...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Verdades e Mentiras....


Entre o claro e escuro...na passagem de um para o outro...as palavras se perdem..
mentiras e verdades, são meios e objetivos,
onde muitas vezes o sincerismo mapeia as relações, onde um lado conta toda verdade do mundo, é a verdade em pessoa,
pronto pra cobrar do outro suas entranhas, e até o direito de acusa-lo, das suas mentirinhas brancas e do fato de ser humano, ahahahah, grande mentira essa, queremos ser alguém...mas sempre, sobre o outro..mas ainda não entendi...querer ser alguém...uai, e quem sou eu ?nesse exato momento? será que sou uma coisa?
Pronto confundi tudo, mas ser humano é humano mesmo, só a gente mesmo pra ficar querendo..querendo e nessa..acaba criando a maior das mentiras.....a mentira de si mesmo...o pior que o ser acredita, e mentira pior é aquela q até o mentiroso acredita...
Mas, falando de verdade, sobre a verdade, hmmm esqueci q eu ia escrever..( já sei vc acabou de pensar: "se esqueceu, é pq era mentira".., a verdade, é um momento mágico na vida deste ser humano, porque, quando ele resolve ser e falar a verdade, é como vislumbrar a luz no fim do túnel...se torna íntegro e pleno, mas com todo peso e resposabilidade sobre seus atos e pensamentos e sentimentos, por fim, torna-se dono de si mesmo..
Só me resta dizer.. que este não sou eu, pelo menos por enquanto....

terça-feira, 14 de abril de 2009

Marolas.....

"Lá fora, a crise é um tsunami.
Aqui, se chegar, vai ser uma marolinha".

(Lula em reportagem sobre a crise dos EUA.)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Omissos


Na noite de despedida, nenhuma palavra, apenas anseios escondidos.

Ele lhe desejou boa sorte, enquanto pensava na saudade que já sentia.

Com um aperto no peito, ela retribuiu com um sorriso, teve vontade de chorar.

Ele confessou que a ventura foi até divertida. O coração batia forte, tentou disfarçar as mãos trêmulas.

Ela o abraçou e disse: “Não poderia ter sido melhor, sem cobranças, sem compromisso e sem envolvimento”

Cruzaram esquinas opostas, cada qual com um “eu te amo” preso na garganta.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Lulinha Solidario



quarta-feira, 8 de abril de 2009

Educação, mostra a tua cara!



“Nunca, na história desse país,” eu ouvi tanta mentira a respeito da Educação.
O Ministério da Educação (MEC) atribui a 4,2 milhões de alunos brasileiros do Ensino Básico (15% do total) um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que não reflete, de fato, a qualidade de sua aprendizagem. Eles estudam nas 88 mil escolas rurais do país (45% do total). As turmas de 4ª e 8ª séries desse mundo não fazem a Prova Brasil, como ocorre com os colegas das áreas urbanas. O resultado da Prova é o principal objeto qualitativo do procedimento de cálculo do IDEB. Por isso, localidades onde o ensino rural é dominante podem estar com o índice inflacionado por notas que consideram apenas a minoria urbana. Essa distorção as tira da lista de municípios prioritários do MEC e as priva dos investimentos e ações emergenciais que vêm sendo realizadas.

O governo mente ao veicular nos meios de comunicação que o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação) cresce a cada ano. Há, no mínimo, inverdade nesta afirmativa. Como se pode dizer que o analfabetismo do país está caindo se – aconteceu comigo! – numa sala de 8ª série existem alunos que perguntam como se escreve o próprio nome? Outra vez, um aluno de onze anos alegou em sala não saber pronunciar seu sobrenome? Infelizmente, o que temos em mãos é um problema sério que as autoridades fazem questão de mascarar para a sociedade. Além disso, há ainda outro agravante: são as redes de televisão e sua programação pobre e apelativa, que trazem uma informação pronta e acabada, sobre a qual, na maioria das vezes, não é possível exercer uma análise crítica. Isto empobrece a capacidade de pensar. A TV é a maior concorrente da aprendizagem. E por que o governo não proíbe certos programas? Porque é mais fácil controlar quem não tem capacidade de criticar, analisar, pensar, o que facilita a alienação. Ou seja, é mais interessante, do ponto de vista do poder, governar uma nação de analfabetos funcionais que uma nação de pensadores.

A falta de compromisso dos pais com a escola é outro problema. Jogaram para nós (professores) a responsabilidade de educar 100% seus filhos. Digo sempre: A educação formal vem da escola e a educação moral vem de casa! Não é obrigação do professor dar ao aluno a educação que deve vir do berço. Casa é casa e escola é escola. Cada um tem seu papel. Mas é isso que os pais e a sociedade esperam. Muitos pais agem assim por que atropelaram fases da vida e foram pais muito cedo, sem viver sua infância e adolescência. Não amadureceram o suficiente para isso e hoje criam seus filhos da mesma maneira que foram criados. O papel da escola é formar para o mundo, é formar cidadãos, com uma educação baseada nos valores da ética, cidadania e respeito. Mas, sem querer adotar uma postura reacionária, qual é a criança que não precisa de uns tapinhas ou de um bom castigo para ter bons modos? E quem, além da família, pode dar esses tapinhas?
A família é à base da sociedade, mas, infelizmente, as novelas globais – como ficou demonstrado pela mais recente pesquisa sobre comportamento familiar desenvolvida pelo Banco Mundial – veiculadas no Brasil, que desde a década de 60 se encarregaram de desfazer essa base, mostram (erroneamente) que importante mesmo são coisas do tipo: ter filhos sem marido, criá-los sem regras nem limites, dar a eles tudo o que querem, que divórcio ou a crise da traição entre os pais são coisas normais, além do culto ao corpo, ao dinheiro e ao sexo, entre outros fatores. Isento-me aqui de qualquer culpa, pois, todo tipo de recurso que esteja ao meu alcance eu utilizo e nada muda. Com os colegas vejo a mesma situação.
Na sua maioria, os alunos continuam sem interesse. Já ouvi relatos de alguns que falaram que só vão para a escolar por causa do Bolsa Família, ou para namorar, ou por não terem o que fazer em casa, ou ainda por causa da merenda servida. Já tive de retirar da sala de aula alunos menores de idade embriagados. É uma situação que não se assemelha, nem de longe, ao que se quer passar através da mídia sobre a educação no Brasil. Claro que há outras realidades, em contrapartida, que se equiparam à educação de primeiro mundo. Mas nas faixas carentes do nosso país, a situação é semelhante a esta.

CHEIROS

- Olá!
Quem é você?

- Oi. Eu sou o João...

- Desculpe.
Você não é o João...
João é apenas um nome que deram para você usar...
Quem é você?

- Ah, sim...
Então...
Sou o filho de Dona Maria, chamado João...

- Desculpe de novo.
Não perguntei a você de quem era filho...
Quem é você?

- Ora...
Eu sou...

Já reparou que temos por hábito ir buscar referências para tudo que se apresenta diante de nós?

Isso somente acontece porque não estamos presentes!

Grande parte do nosso tempo é vivida no passado, “lembrando” que nos deram tal nome, que nascemos de...

Ou no futuro, “sonhando” como seríamos felizes se...

Nossa mente está tão mal acostumada que simplesmente não conseguimos ficar presentes por mais que algumas pequenas frações de segundos...

Não concorda?
Então...



Então pare de pensar por um momento!

- Parar de pensar? Como farei isso? Só se eu...

E lá vai a imaginação da gente viajando no tempo, buscando relações e experiências sabidas ou vividas para que, comparando-as com a situação...

Perceba que você não conseguiu parar de pensar, nem por um segundo!

Por quantas vezes entramos num carro ou ônibus e nos perdemos em pensamentos, imaginando o que teremos para fazer no escritório ou nos lembrando daquela discussão do café da manhã em que...

Quando “acordamos”, nos damos conta que já chegamos e...
Não temos a menor idéia de como foi o percurso percorrido!

É por essa “mania” que nossa mente tem de se deixar levar, que nos emocionamos com uma cena de novela ou trememos de medo com um filme de terror.

No fundo sabemos (e muito bem!) que os atores estão só “fazendo de conta” e que aquele sangue todo deve ser, provavelmente, molho de tomates - mas facilmente nos deixamos levar para fora da realidade pela imaginação, até as referências que temos de situações similares em nosso passado e, em resposta – apesar de sentados confortavelmente em uma poltrona – reagimos com lágrimas ou arrepios “reais”.

Não é fácil estarmos presentes o tempo todo. Mas é importante nos que esforcemos, ao menos um pouquinho, para estarmos AQUI & AGORA. Com o tempo, cada vez mais há de acontecer “lapsos” de consciência nos atentando que estivemos “ausentes”.

O que acha de, na sua próxima viagem de carro ou ônibus, tentar ficar “mais presente” e perceber um pouco melhor todo o percurso?

As pessoas.
As paisagens.
Os sons.
Os cheiros...

E por falar em cheiros, que tal deixar a imaginação levar você a uma série de memórias? Acredito que você é até capaz de sentir “realmente” alguns dos cheiros de...


Café fresco, coando
Toalhas ao sol, na janela
Feijão preto cozinhando
Lembranças do perfume dela

Um novo dia chegando
Passeio pelo mato, na serra
A tempestade se armando
As gotas da chuva molhando a terra

Banho bom, bem gostoso
Das roupas de baixo, a gaveta
Um frango assado: cheiroso!E para o bodum: careta!

A manta, por sobre a cadeira:
Espalha as memórias no ar
Um chá de erva cidreira
Uma brisa vinda do mar

O logo após do aparar da relva
Pipoca estourando na panela
O quente anoitecer na selva
Manjericão, cravo e canela

Lençóis limpos na cama
O amanhecer no campo, chegando
A saudade de quem se ama
Alguém por aí, caminhando

Cheiro de cor
Cheiro de flor
Cheiro bom de amor


Beijo ENORME

Leopoldo Pellico

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Empregabilidade: Às mudanças no perfil do profissional

O perfil do mercado profissional esta em transição e temos que compreender como essas mudanças afetam nosso cotidiano.

O mercado atual não necessita mais de mão-de-obra, o mercado precisa de talentos, a mão-de-obra foi substituída pela máquina, logo essa grande mudança exige um novo profissional, ou seja, o profissional empreendedor.

O profissional empreendedor é aquele comprometido com a empresa, não apenas com sua função, mas também com o crescimento e o sucesso da mesma, em contra partida as empresas estão mudando seu perfil, buscando trabalhar individualmente o talento e o sonho de seus funcionários.

É muito comum encontrarmos pessoas reclamando que não são valorizadas em seu trabalho, muitos chegam a trabalhar mal, alegando trabalhar conforme sua remuneração, mas é exatamente o contrário que deve acontecer. Se acha que pode chegar mais longe trabalhe muito melhor, assim alguém verá seu esforço, mas caso isso não ocorra prepare-se para voltar ao mercado.

Não delegue à empresa sua carreira profissional, afinal a especialidade dela não é a carreira dos funcionários, busque sempre novas oportunidades.

É importante identificar seus objetivos profissionais, buscando melhorar aquilo que você é forte e gerenciar o que é fraco, ser verdadeiro e realista é um passo importante para o sucesso.

Dica: Esse texto é apenas uma compilação de idéias que tive após assistir o programa Sem Censura, onde o consultor Waldez Ludwing, com sua língua afiada, expôs de forma muito dinâmica as mudanças que estão ocorrendo no mercado de trabalho. A reportagem pode ser assistida no You Tube, até a data de hoje já atingia mais de 45.000 acessos.

http://www.youtube.com/watch?v=_ixT4MSxjmE

Sucesso à todos!

Elaine Carvalho

domingo, 5 de abril de 2009

Música - 002

Contato!

Durante esse tempo que estive “ausente” tive a oportunidade de realizar uma boa pesquisa sonora. Fiz um trato, comigo mesmo, que ouviria o maior número de artistas possível para trazer novidades para esse blog, começando com o bom e velho rock. Cumpri o trato.

Nunca ouvi tanta merda na minha vida!

E merda muito bem enlatada: gravações excelentes, produções de primeira, com direito até a fusões de eletrônica com rock. Garotos quase todos iguais: rebeldes que cumprem moda! Personagens de comercial do Toddy: radicaaaaaaaaaaal!

Ouvi dizer uma vez que “rock é música de doido pra doido. É atitude. É o som que entra na toca do rato”. Fez sentido.

Quer ver mentira?! Vai no mypace e procura por bandas do gênero “ROCK”.

hehehehehe

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Como prometido vamos falar um pouco sobre o Macaco Bong.

É extremamente difícil encontrar uma música boa e não sair por ai divulgando até você perceber que todo mundo já conhece. Principalmente quando se trata de um grupo que está fora do mainstream. Essa é a minha experiência com o Macaco Bong, uma banda surgida em 2004, em Cuiabá-MT, e que em 2006 já era destaque dos principais festivais do circuito Fora do Eixo fazendo um rock experimental e INSTRUMENTAL.

Isso mesmo. Três rapazes de pouco mais de 20 anos fazendo música instrumental, no Brasil, fora do eixo Rio-SP, conseguem em pouco mais de dois anos de trabalho chamar a atenção de quase toda a mídia especializada em música e, em 2007, virar destaque de uma revista como a Rolling Stone Brasil.

Como se não fosse o bastante, os caras conseguiram se inserir em um grupo muuuuuuuito pequeno e seleto: o “Álbum Virtual” da Trama. Discos disponibilizados na net de graça, mas que geram algum tipo de renda para os artistas através de patrocínio. O formato, ainda embrionário, pode vir a se estabelecer como solução de um mercado “pós-gravadoras”, uma iniciativa muito bacana que iremos retomar em algum post pra frente. De qualquer modo, lá estão eles, ao lado de Tom Zé (pioneiro da iniciativa), Ed Motta (estrela do cast da Trama) e CSS (talvez a banda “indie” mais bem sucedida dos últimos anos).

Toda essa ladainha porque descrever o som que eles fazem é extremamente difícil. A primeira imagem que se forma ao ouvir o álbum “Artista Igual Pedreiro” é de 3 caras colocando em som tudo aquilo que vem as suas cabeças. Nada extraordinário ou genial a princípio, afinal, quem toca algum instrumento sabe que a coisa mais gostosa do mundo é entrar num estúdio e deixar o “som rolar”. O impressionante é a coerência e coragem com que eles fazem isso. Conforme o álbum rola, você vai percebendo que se trata de algo muito maior do que uma simples jam e acaba mergulhando em um som sem caminho certo. É um filme que você não faz a mínima idéia de como vai acabar.

 

Para saber mais:

http://www.rollingstone.com.br/edicoes/8/textos/70/

http://www.conexaovivo.com.br/noticias/macaco-bong

Para baixar:

http://albumvirtual.trama.uol.com.br/

 * Caso você conheça uma “boa banda desconhecida”, mande-nos o nome ou algum material. Qualquer outra sugestão, dica, crítica, nos procure!


Ainda em tempo:
Som de outro mundo...
... na verdade do outro lado dele: Tokyo Jihen.

  

Mullinari___________
04 17 18 25 83 99 !!

sábado, 4 de abril de 2009

O que diriam os Grandes Pensadores sobre a Mentira?!?


Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.

Friedrich Nietzsche



É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.

Clarice Lispector

As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades.

Millôr Fernandes




A mentira é muita vez tão involuntária como a respiração.

Machado de Assis

quarta-feira, 1 de abril de 2009

É tudo verdade

É verdade que mentimos por amor, com a intenção de não magoar?

Veríssimo, diz que sim. Não necessariamente concordando mas satirizando em uma de suas obras As Mentiras que os Homens Contam.

Me arrisco a pensar e dizer. É tudo verdade.

Hitler disse uma verdade sobre a mentira (permitam-me brincar deliciosamente com essas palavras):

“Quando mentir, faça de tal forma que até você acredite que é verdade.” Hi, Hitler!

Será que alguém ai do outro lado já fez isso? É bom que não esteja acompanhado, vai que a pessoa ao lado perceba em seu olhar a confirmação de tal verdade.

Bom. Deixemos os conceitos do passado, vamos celebrar o dia 1º de abril com as nossas verdades de mentira e as mentiras de verdade. Ops! Alguém ai disse que não mente? Tudo bem nós não vamos abrir nenhum processo inquisidor e jogá-lo na fogueira.

Agora nesse 1º de Abril deixo vocês com a música de Nando Reis e Marisa Monte.

Tudo Pela Metade!

Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo.
Eu trago o lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento.
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade.
Eu não não percebo.
Eu falo muito palavrão.
Eu falo muito mal.
Eu falo muito mesmo.
Eu falo sem saber o que estou falando.
Eu falo muito bem.
Eu MINTO
Até a próxima.
Luca Neves.

terça-feira, 31 de março de 2009

Depois do pôr do sol...


por Cako Luiz
Hoje não há palavras,
nem saudades,
nem o que se ver...
ou viver!

O vento sopra,
anunciando o Outono
que acaba de chegar!
Sozinho!
Sem você!

As folhas caem...

Não quero cantar...
Não quero sorrir...
Não quero sofrer...
Nem mesmo saber!

Agora, só resta parar
e esperar!
Quem vai chegar?!
Se vai voltar?!
Devo esperar?!...

Sentado,
Sozinho...
na grama...

Vendo as folhas caírem,
Depois do pôr do sol...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mulheres dos grupos étnicos


Índias, ciganas e tantas outras mulheres de sociedades étnicas em minoria têm pela frente a luta contra o preconceito dentro e fora do grupo


Por Letícia Veloso

No Brasil a comunidade indígena é considerada uma minoria étnica e, como a maior parte das minorias, sofre com a escassez de políticas públicas que incluem direitos básicos garantidos por lei.Neste contexto, estão as mulheres dos vários grupos indígenas que ocupam o território nacional, com seus hábitos, dialetos e costumes peculiares.

No âmbito do mercado de trabalho, há de se considerar a parcela de mulheres indígenas que exercem atividades profissionais,além da aldeia.Não se trata de uma quantidade considerável, pelo contrário, poucas dessas mulheres conseguem oportunidades de crescimento profissional.

Nota-se que as mulheres provenientes de grupos étnicos em minoria tendem a enfrentar preconceitos dobrados, se comparadas à população predominante. Basta partir do pressuposto de “exoticidade”,atribuída a culturas como indígena e cigana.No caso do povo indígena, torna-se um paradigma para a sociedade brasileira aceitar o índio como cidadão e, ignorar a visão romântica do Kaiapó nu correndo pelas matas.

Em relação às ciganas, o exótico persiste agregado ao preconceito. Não significa que a índia está isenta de sofrer discriminação, mas, no caso do povo cigano, a aversão existe no mundo inteiro e, perdura por séculos.Desde que chegaram à Europa, provavelmente vindos da Índia, causaram repúdio por onde se instalaram. Eram chamados de ladrões, assassinos e trambiqueiros. As mulheres ciganas eram tidas como bruxas, pervertidas e imorais.

Poucos têm conhecimento de que as ciganas fazem parte uma sociedade patriarcal, na qual o casamento é arranjado pelos pais e a noiva passa a pertencer à família do marido. São cultivados valores como respeito aos mais velhos, virgindade antes do matrimônio e fidelidade conjugal.Uma das obrigações atribuídas às mulheres incluem a leitura de mãos e o uso obrigatório do lenço na cabeça, em se tratando das casadas. Para a cultura cigana, a não-utilização do lenço significa desrespeito ao esposo.

Com base na organização social vigente na cultura cigana, dificilmente as mulheres terão oportunidades de desenvolvimento profissional.É inusitado ver uma cigana pegar ônibus todos os dias para cumprir a jornada de trabalho.Será que o preconceito deixaria que uma moça, assumidamente cigana, com os trajes típicos da cultura, fosse contratada?Ou será que para conseguir o emprego a mulher teria de negar as próprias origens?

sexta-feira, 27 de março de 2009