segunda-feira, 6 de abril de 2009

Empregabilidade: Às mudanças no perfil do profissional

O perfil do mercado profissional esta em transição e temos que compreender como essas mudanças afetam nosso cotidiano.

O mercado atual não necessita mais de mão-de-obra, o mercado precisa de talentos, a mão-de-obra foi substituída pela máquina, logo essa grande mudança exige um novo profissional, ou seja, o profissional empreendedor.

O profissional empreendedor é aquele comprometido com a empresa, não apenas com sua função, mas também com o crescimento e o sucesso da mesma, em contra partida as empresas estão mudando seu perfil, buscando trabalhar individualmente o talento e o sonho de seus funcionários.

É muito comum encontrarmos pessoas reclamando que não são valorizadas em seu trabalho, muitos chegam a trabalhar mal, alegando trabalhar conforme sua remuneração, mas é exatamente o contrário que deve acontecer. Se acha que pode chegar mais longe trabalhe muito melhor, assim alguém verá seu esforço, mas caso isso não ocorra prepare-se para voltar ao mercado.

Não delegue à empresa sua carreira profissional, afinal a especialidade dela não é a carreira dos funcionários, busque sempre novas oportunidades.

É importante identificar seus objetivos profissionais, buscando melhorar aquilo que você é forte e gerenciar o que é fraco, ser verdadeiro e realista é um passo importante para o sucesso.

Dica: Esse texto é apenas uma compilação de idéias que tive após assistir o programa Sem Censura, onde o consultor Waldez Ludwing, com sua língua afiada, expôs de forma muito dinâmica as mudanças que estão ocorrendo no mercado de trabalho. A reportagem pode ser assistida no You Tube, até a data de hoje já atingia mais de 45.000 acessos.

http://www.youtube.com/watch?v=_ixT4MSxjmE

Sucesso à todos!

Elaine Carvalho

domingo, 5 de abril de 2009

Música - 002

Contato!

Durante esse tempo que estive “ausente” tive a oportunidade de realizar uma boa pesquisa sonora. Fiz um trato, comigo mesmo, que ouviria o maior número de artistas possível para trazer novidades para esse blog, começando com o bom e velho rock. Cumpri o trato.

Nunca ouvi tanta merda na minha vida!

E merda muito bem enlatada: gravações excelentes, produções de primeira, com direito até a fusões de eletrônica com rock. Garotos quase todos iguais: rebeldes que cumprem moda! Personagens de comercial do Toddy: radicaaaaaaaaaaal!

Ouvi dizer uma vez que “rock é música de doido pra doido. É atitude. É o som que entra na toca do rato”. Fez sentido.

Quer ver mentira?! Vai no mypace e procura por bandas do gênero “ROCK”.

hehehehehe

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Como prometido vamos falar um pouco sobre o Macaco Bong.

É extremamente difícil encontrar uma música boa e não sair por ai divulgando até você perceber que todo mundo já conhece. Principalmente quando se trata de um grupo que está fora do mainstream. Essa é a minha experiência com o Macaco Bong, uma banda surgida em 2004, em Cuiabá-MT, e que em 2006 já era destaque dos principais festivais do circuito Fora do Eixo fazendo um rock experimental e INSTRUMENTAL.

Isso mesmo. Três rapazes de pouco mais de 20 anos fazendo música instrumental, no Brasil, fora do eixo Rio-SP, conseguem em pouco mais de dois anos de trabalho chamar a atenção de quase toda a mídia especializada em música e, em 2007, virar destaque de uma revista como a Rolling Stone Brasil.

Como se não fosse o bastante, os caras conseguiram se inserir em um grupo muuuuuuuito pequeno e seleto: o “Álbum Virtual” da Trama. Discos disponibilizados na net de graça, mas que geram algum tipo de renda para os artistas através de patrocínio. O formato, ainda embrionário, pode vir a se estabelecer como solução de um mercado “pós-gravadoras”, uma iniciativa muito bacana que iremos retomar em algum post pra frente. De qualquer modo, lá estão eles, ao lado de Tom Zé (pioneiro da iniciativa), Ed Motta (estrela do cast da Trama) e CSS (talvez a banda “indie” mais bem sucedida dos últimos anos).

Toda essa ladainha porque descrever o som que eles fazem é extremamente difícil. A primeira imagem que se forma ao ouvir o álbum “Artista Igual Pedreiro” é de 3 caras colocando em som tudo aquilo que vem as suas cabeças. Nada extraordinário ou genial a princípio, afinal, quem toca algum instrumento sabe que a coisa mais gostosa do mundo é entrar num estúdio e deixar o “som rolar”. O impressionante é a coerência e coragem com que eles fazem isso. Conforme o álbum rola, você vai percebendo que se trata de algo muito maior do que uma simples jam e acaba mergulhando em um som sem caminho certo. É um filme que você não faz a mínima idéia de como vai acabar.

 

Para saber mais:

http://www.rollingstone.com.br/edicoes/8/textos/70/

http://www.conexaovivo.com.br/noticias/macaco-bong

Para baixar:

http://albumvirtual.trama.uol.com.br/

 * Caso você conheça uma “boa banda desconhecida”, mande-nos o nome ou algum material. Qualquer outra sugestão, dica, crítica, nos procure!


Ainda em tempo:
Som de outro mundo...
... na verdade do outro lado dele: Tokyo Jihen.

  

Mullinari___________
04 17 18 25 83 99 !!

sábado, 4 de abril de 2009

O que diriam os Grandes Pensadores sobre a Mentira?!?


Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.

Friedrich Nietzsche



É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.

Clarice Lispector

As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades.

Millôr Fernandes




A mentira é muita vez tão involuntária como a respiração.

Machado de Assis

quarta-feira, 1 de abril de 2009

É tudo verdade

É verdade que mentimos por amor, com a intenção de não magoar?

Veríssimo, diz que sim. Não necessariamente concordando mas satirizando em uma de suas obras As Mentiras que os Homens Contam.

Me arrisco a pensar e dizer. É tudo verdade.

Hitler disse uma verdade sobre a mentira (permitam-me brincar deliciosamente com essas palavras):

“Quando mentir, faça de tal forma que até você acredite que é verdade.” Hi, Hitler!

Será que alguém ai do outro lado já fez isso? É bom que não esteja acompanhado, vai que a pessoa ao lado perceba em seu olhar a confirmação de tal verdade.

Bom. Deixemos os conceitos do passado, vamos celebrar o dia 1º de abril com as nossas verdades de mentira e as mentiras de verdade. Ops! Alguém ai disse que não mente? Tudo bem nós não vamos abrir nenhum processo inquisidor e jogá-lo na fogueira.

Agora nesse 1º de Abril deixo vocês com a música de Nando Reis e Marisa Monte.

Tudo Pela Metade!

Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo.
Eu trago o lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento.
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade.
Eu não não percebo.
Eu falo muito palavrão.
Eu falo muito mal.
Eu falo muito mesmo.
Eu falo sem saber o que estou falando.
Eu falo muito bem.
Eu MINTO
Até a próxima.
Luca Neves.

terça-feira, 31 de março de 2009

Depois do pôr do sol...


por Cako Luiz
Hoje não há palavras,
nem saudades,
nem o que se ver...
ou viver!

O vento sopra,
anunciando o Outono
que acaba de chegar!
Sozinho!
Sem você!

As folhas caem...

Não quero cantar...
Não quero sorrir...
Não quero sofrer...
Nem mesmo saber!

Agora, só resta parar
e esperar!
Quem vai chegar?!
Se vai voltar?!
Devo esperar?!...

Sentado,
Sozinho...
na grama...

Vendo as folhas caírem,
Depois do pôr do sol...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mulheres dos grupos étnicos


Índias, ciganas e tantas outras mulheres de sociedades étnicas em minoria têm pela frente a luta contra o preconceito dentro e fora do grupo


Por Letícia Veloso

No Brasil a comunidade indígena é considerada uma minoria étnica e, como a maior parte das minorias, sofre com a escassez de políticas públicas que incluem direitos básicos garantidos por lei.Neste contexto, estão as mulheres dos vários grupos indígenas que ocupam o território nacional, com seus hábitos, dialetos e costumes peculiares.

No âmbito do mercado de trabalho, há de se considerar a parcela de mulheres indígenas que exercem atividades profissionais,além da aldeia.Não se trata de uma quantidade considerável, pelo contrário, poucas dessas mulheres conseguem oportunidades de crescimento profissional.

Nota-se que as mulheres provenientes de grupos étnicos em minoria tendem a enfrentar preconceitos dobrados, se comparadas à população predominante. Basta partir do pressuposto de “exoticidade”,atribuída a culturas como indígena e cigana.No caso do povo indígena, torna-se um paradigma para a sociedade brasileira aceitar o índio como cidadão e, ignorar a visão romântica do Kaiapó nu correndo pelas matas.

Em relação às ciganas, o exótico persiste agregado ao preconceito. Não significa que a índia está isenta de sofrer discriminação, mas, no caso do povo cigano, a aversão existe no mundo inteiro e, perdura por séculos.Desde que chegaram à Europa, provavelmente vindos da Índia, causaram repúdio por onde se instalaram. Eram chamados de ladrões, assassinos e trambiqueiros. As mulheres ciganas eram tidas como bruxas, pervertidas e imorais.

Poucos têm conhecimento de que as ciganas fazem parte uma sociedade patriarcal, na qual o casamento é arranjado pelos pais e a noiva passa a pertencer à família do marido. São cultivados valores como respeito aos mais velhos, virgindade antes do matrimônio e fidelidade conjugal.Uma das obrigações atribuídas às mulheres incluem a leitura de mãos e o uso obrigatório do lenço na cabeça, em se tratando das casadas. Para a cultura cigana, a não-utilização do lenço significa desrespeito ao esposo.

Com base na organização social vigente na cultura cigana, dificilmente as mulheres terão oportunidades de desenvolvimento profissional.É inusitado ver uma cigana pegar ônibus todos os dias para cumprir a jornada de trabalho.Será que o preconceito deixaria que uma moça, assumidamente cigana, com os trajes típicos da cultura, fosse contratada?Ou será que para conseguir o emprego a mulher teria de negar as próprias origens?

sexta-feira, 27 de março de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

Depois do Inverno

Colhamos as flores, depois do inverno
Olhemos as cores
Deixemos os aromas tomarem conta
De nossas almas

Depois do inverno nascem as amizades
E tudo se torna eterno!

Tudo que se ama
Tudo que se quer

Corramos pela praia, depois do inverno
Água aos nossos pés
Vento contra o nosso corpo
Deixemos a vida acontecer

Tudo de novo
Tudo com gosto


Depois do Inverno é um conjunto de Poema co-relacionados, escritos em meados de agosto de 2005, em uma viagem feita a Búzios e Cabo Frio - RJ. Na ocasião tive a oportunidade de conhecer melhor a pessoa que me inspirou e motivou a fazer estes escritos. Por tanto ofereço de forma especial a Maria Lilian, a primeira mulher a ter contato com esse pequeno conjunto de poesias. Ofereço também a todas as mulheres afinal esses poemas também só existem por causa delas. (Pedras 04.03.09 Segundos 11.03.09 Vida 18.03.09 Depois do Inverno 25.03.09)

terça-feira, 24 de março de 2009

Assim viverei!



por Cako Luiz

Assim viverei...

Sem lamentar o tempo passado!
Nem os amores perdidos!
Viverei em cada beijo esquecido
Em cada adeus adormecido
Em cada lagrima caída!

Viverei em você!

Respirarei o mais profundo ar
Sentirei o suave perfume das flores,
Molharei-me nas gotas da chuva que cai
Nas águas límpidas dos doces riachos...
e lagos!
Caminharei sobre os verdes gramados
Dos parques, dos campos!

Repousarei no relento,
sob o infinito teto de céu estrelado,
rabiscado pelas mãos divinas de Deus!

Ancorado entre árvores,
Em minha rede,
Balançando metodicamente
Sorrindo do nada...
Chorando por nada!
Com o olhar perdido no horizonte!
Até que enfim eu me encontre!

E te encontre!

Assim viverei...
Até o fim de meus dias!

quarta-feira, 18 de março de 2009

A vida

A gaivota no ar
A pessoa no chão
O pouso
O puloA ave
A alma
A liberdade no ar
A liberdade no chão
A vida.

A vida!

terça-feira, 17 de março de 2009

Noite Esquecida


por Cako Luiz

Era noite esquecida, quando a "Fera" maldita
Saiu pra caçar!

Na selva de pedra, nos becos da vida
A "Fera" incontida, com ódio nos olhos
Encontra sua vítima,
(Menina perdida)
Um corpo a domar!

Um grito na noite!
Ela corre...
Sem saber onde está,
Ela chora e suplica!
A Fera não para,
Instiga!
E a longa caçada...
Sob a luz do luar
Há de continuar!

Encurralada,
Num beco sem saída
Acuada,
De joelho na calçada
Se pega a rezar!

Mas a Fera não se intimida!
E como uma besta ensandecida
Escarnece sem parar!

Vítima, sem forças
Se desmancha em lágrimas!
A Fera suas roupas...
Começa a rasgar!
Sentindo a essência,
Da pura inocência
(Imaculada!)
Prestes a findar!

Ela fecha os olhos
Um zunido no ar!

Silêncio!

A Fera entorpecida
Despenca, sem vida
Sem nada levar!

No corpo da Fera
(uma flecha)
Em ouro esculpida
Uma inscrição
Uma língua esquecida
Uma verdade antiga
Eterna oração!
Donde veio?!
Quem a lançou?!
O que importa!!

"Sua Fé lhe salvou!"

Era noite esquecida, quando a fera maldita
sua caçada cessou!!!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Trabalhadoras são maioria no comércio de SP





Segundo pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, as mulheres predominam nos empregos do setor de comércio




Por Letícia Veloso




Cerca de 55,1 % das vagas de emprego no comércio da Grande São Paulo estão com as mulheres, de acordo com pesquisa da Fundação Seade divulgada na semana passada. Os dados obtidos referem-se aos anos de 2003 e 2004.

Em geral, parte dessas trabalhadoras é responsável pelo sustento familiar. Em 1970, os homens eram maioria absoluta como chefes de família, cerca de 73% ocupavam cargos na área de serviços, contra 27,5% das vagas ocupadas por mulheres.

Segundo os dados apurados, as disparidades de salários entre homens e mulheres ainda são consideráveis. Outra informação destacada é a diferença de ganhos entre mulheres solteiras e casadas. Neste caso, as solteiras tendem a ganhar três vezes mais.



Complexas mulheres





Complicado citar nomes de almas femininas que despontaram, souberam propagar ideias, arte e se tornaram ícones por gerações. Pessoal, elaborei uma lista, acréscimos são aceitos, ok?

Anita Garibaldi
Anita Malfatti
Cacilda Becker
Carmem Miranda
Catarina, A Grande
Cecília Meireles
Chiquinha Gonzaga
Clarice Lispector
Elis Regina
Evita Perón
Indira Gandhi
Isabel Allende
Jane Austen
Joana D’Arc
Leila Diniz
Madre Teresa de Calcutá
Nilse da Silveira
Pagú
Raquel de Queiroz
Rita Lee
Simone de Beauvoir
Tarsila do Amaral

sábado, 14 de março de 2009

Pelo doce e estranho mundo de Olhinhos de Gato


Olhinhos de Gato nasceu no Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901, filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, foi a única sobrevivente dos seus quatro irmãos. Olhinhos de Gato perdeu o pai antes mesmo de nascer e sua mãe foi ao encontro do Papai do Céu quando a menina completava três anos, sendo assim criada pela avó D. Jacinta Garcia Benevides, sobre as fatalidades familiares ela me disse:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.

(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.

(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."


Olhinhos de Gato, mais conhecida como Cecilia Meireles foi uma mulher sublime em sua vida, muito mais do que suas poesias cheias de detalhes que nos transportam ha um outro mundo rico em descrições ela foi mãe, mulher, companheira e batalhadora...lutou pela vida, pela poesia....por aquela palavra escrita que tanto encantou e encanta até hoje quem se dá a oportunidade de ler algum trecho, ou algum pedacinho do seu doce coração que é expremido em cada detalhe de sua rica obra. Falar sobre mulheres, e esquecer de Cecília Meireles, seria uma afronta contra o mundo da poesia, contra o nosso próprio Brasil. Resumir sua vida em um espaço virtual tampouco conseguiria colocar sua grandeza a prova, por isso, encerro aqui com um pedacinho da sua obra que de tão linda, me tira lágrimas dos olhos deixando uma sensação de aconchego e afeto em meu coração.

Improviso do Amor-Perfeito
Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu pensamento:
que Deus se ocupe do vento.
Os sonhos foram sonhados, e o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito?

Imensos jardins da insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.
Ai de mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito?

Longe, longe,
atrás do oceano que nos meus se alteia
entre pálpebras de areia...
Longe, longe... Deus te guarde
sobre o seu lado direito,
como eu te guardava do outro,
noite e dia, Amor-Perfeito.

Cecília Meireles



Nota: Olhinhos de Gato é uma obra de Cecilia Meireles que retrata sua infância com a avó colocada na história como Dentinho de Arroz.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Segundos

Meu próximo passo
é um segundo para a eternidade.
Vou como um deus, descobrir o que sou e como vou.
Na harmonia das coisas,
no pulsar do universo,
no bater do coração, no passo,
no próximo segundo.

No segundo das coisas rápidas,
dos necessários, descartáveis,
tangíveis e irrelevantes
No passo do passado aprendido
e no futuro desconhecido

No nascer e morrer da fagulha.
Segundos!

No tropeçar, na mão amiga,
no labirinto de coisas
sabidas e tédiantes.
No término dos amores,
na abertura dos novos,
na juventude conquistada
e na maturidade presente

No nascer e morrer da onda.
Segundos!

No ódio e amor
que sentimos indesejadamente,
no som da canção,
naquilo que não é mais do
que era antes em um momento atrás.

Tanto a aprender.
Tanto a ensinar.
Tantos segundos

Mais um momento!
O próximo segundo
é a eternização
memorável que me cerca,
me pinta e me faz ser arte
sobre o tempo e os homens

Mais um segundo
Mais um passo
Chego, mas não paro.

Depois do Inverno é um conjunto de Poema co-relacionados, escritos em meados de agosto de 2005, em uma viagem feita a Búzios e Cabo Frio - RJ. Na ocasião tive a oportunidade de conhecer melhor a pessoa que me inspirou e motivou a fazer estes escritos. Por tanto ofereço de forma especial a Maria Lilian, a primeira mulher a ter contato com esse pequeno conjunto de poesias. Ofereço também a todas as mulheres afinal esses poemas também só existem por causa delas. (Pedras 04.03.09 Segundos 11.03.09 Vida 18.03.09 Depois do Inverno 25.03.09)